O Hidrogênio existe nas estrelas. Ele é um elemento químico gasoso, incolor, inodoro e insolúvel na água. É o elemento químico mais leve da tabela periódica. E a sua fórmula molecular estável é H2.

O H2 precisa ser obtido através de processos que consomem energia. A forma como é produzido pode ser “verde” ou não. Os processos mais comuns de produção de H2 são:

Reformação: funciona através da aplicação de altas temperaturas, na qual, o vapor reage com um combustível hidrocarboneto (gás natural, diesel, carvão, etc.) para produzir hidrogénio. Hoje, cerca de 95% do hidrogénio é produzido através do vapor do gás natural.

Eletrólise: usa-se uma corrente elétrica para separar a água em hidrogénio e oxigénio. Estes processos ocorrem com um eletrolisador, que tem a capacidade de criar H2 a partir de moléculas de água.

O processo que envolve o gás natural dá origem ao hidrogénio cinzento, porque emite CO2. Por outro lado, quando a energia elétrica, que alimenta a eletrólise, é 100% de origem renovável temos o hidrogénio verde – um processo sem qualquer emissão de CO2, desde a origem até seu uso final. A figura abaixo mostra um esquema do processo de produção do hidrogênio verde, até o destino final.

Figura 1: Esquema do processo de produção do hidrogênio verde, até o destino final. Fonte da imagem: https://www.edp.com/pt-pt

Outros projetos que merecem ser definidos são aqueles que visam a produção do hidrogênio natural e do hidrogênio rosa. O hidrogênio natural, também conhecido como hidrogênio geológico, é aquele que pode ser obtido sem o gasto de energia, pois já é encontrado de forma isolada em cavernas. Já o hidrogênio rosa é produzido a partir da tecnologia de eletrólise em alta temperatura, alimentada por energia nuclear (Fonte: GESEL, 2021).

O Hidrogênio tem um grande conteúdo energético, liberando na sua queima três vezes mais energia do que a gasolina. Mas, diferentemente da gasolina, o hidrogênio pode funcionar como um vetor de energia limpa.

Armazenamento:

Algumas das tecnologias atuais permitem armazenar grandes quantidades de hidrogénio em:

  • Estado líquido com temperaturas inferiores a -235ºC e guardado em câmaras criogênicas com grandes capacidades;
  • Comprimido a elevadas pressões.
  • Estudos mostram que existe a possibilidade de armazena-lo no subsolo e por um longo período de tempo (IEA, 2021).

Iniciativas no exterior:

No Japão, já foram desenvolvidos carros movidos a H2 que só emitem vapor de água! Mas na maior parte do mundo, a aposta tem sido em carros elétricos. Por isso, não pense em investir em um veículo movido a células de H2 porque você pode ter o problema de não haver postos de abastecimento.

Iniciativas no Brasil:

Em Fevereiro de 2021, a Energix Energy anunciou um investimento de cerca de US$ 5,4 bilhões no projeto Base One, no Ceará (Brasil), com previsão de produzir 600 milhões de kg de hidrogênio utilizando eletricidade gerada por energia eólica e solar. A unidade será localizada próxima ao Porto do Pecém, para facilitar a exportação da produção. Em 2022, outros memorandos foram publicados para que outras empresas possam atuar no hub de hidrogênio verde (H2V) no Ceará, conforme site: https://epbr.com.br/energy-vault-hidrogenio-verde-ceara-pecem/.

A Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveu em parceria com a Alemanha, uma usina de hidrogênio verde, situada no Sapiens Parque. Além do hidrogênio, a usina da UFSC produz aproximadamente 1 kg/h de amônia ”verde” que poderá ser utilizada em fertilizantes. A produção diária depende da irradiação solar e, consequentemente, da geração fotovoltaica de cada dia. Tanto a amônia quanto o hidrogênio verde têm importante papel na descarbonização.

Contudo, um dos principais fatores por trás do baixo uso do hidrogênio verde é o alto custo de produção. No entanto, o Departamento de Energia dos Estados Unidos prevê que o mercado de hidrogênio deve crescer, com o custo de produção de hidrogênio caindo de $ 6/kg para $ 2/kg até 2025, tornando-o competitivo em comparação com o hidrogênio cinza (~ $ 0,5/kg). Infelizmente, a maioria do hidrogênio produzido globalmente é derivado de fontes de combustível fóssil, não sendo hidrogênio verde.

Fontes: Disponível em <https://www.edp.com/pt-pt/historias-edp/os-superpoderes-do-hidrogenio>, <https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrog%C3%AAnio_verde> , <https://noticias.ufsc.br/2023/10/ufsc-na-midia-usina-de-hidrogenio-verde-da-ufsc-e-destaque-no-fantastico/> ,<https://investnews.com.br/infograficos/hidrogenio-verde-brasil-pode-se-tornar-lider-de-producao-mundial/>, < https://www.gesel.ie.ufrj.br>acesso em 2023.

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